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CURIOSIDADE! A FEIJOADA - TEXTO INFORMATIVO E VÍDEO

CURIOSIDADE!
A FEIJOADA

Por muito tempo houve uma crença disseminada de que a feijoada era um prato genuinamente pertencente à culinária brasileira. E mais que isso: houve uma narrativa, articulada a partir dessa crença, que dizia ter sido a feijoada um tipo de culinária desenvolvido exclusivamente no âmbito das senzalas pelos escravos.

As pessoas mais velhas contam que a feijoada surgiu no tempo em que haviam escravos.
SABE COMO?
Bem, dizem que os senhores dos escravos, como eram ricos, mandavam os escravos cuidar dos animais com afinco. Exigiam deles muita força física, nas plantações, na criação dos animais, nos afazeres da casa grande, entre outros, e estes eram
punidos severamente caso desobedecessem ou apenas olhassem para seus donos.
Os castigos normalmente eram terríveis; amarrava-se o escravo no tronco e chicotavam até o feitor resolver parar ou o escravo desmaiar.
Como a vida dos escravos não era nada fácil, na alimentação comiam o que sobrava dos seus senhores, assim sendo, quando um animal suíno era submetido à morte, os senhores ficavam com a carne pura para suas refeições.
Naturalmente, os pés, as orelhas, o toucinho, o rabo não seriam degustados pelos patrões. Sem outra alternativa, esta sobra passou a ser substanciosa e valorizada entre os escravos.
Hoje, a feijoada faz parte das nossas refeições, com um pouquinho mais de ingredientes.

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 Para dar maior consistência ao cozido, os escravos ainda acrescentavam alguns legumes, verduras e folhas, como a couve.
Entretanto, alguns pesquisadores que se debruçaram sobre a história da alimentação no Brasil, tais como Carlos Augusto Didati, contestaram essa versão da história da feijoada. Além de fornecer o apontamento de que a feijoada, ou o tipo de cozido que leva feijão, carnes e outros ingredientes, já era um prato muito consumido na região sul da Europa, incluindo os países ibéricos, como Portugal, esses pesquisadores também apontaram para o fato de que a nutrição dos escravos no Brasil não poderia ser precária, tal como se asseverou outrora.
Além disso, a alimentação dos escravos tinha como elementos principais o milho (do qual se obtinha variados pratos, incluindo o angu), a mandioca, vários tipos de legumes e o feijão, que era consumido, a rigor, apenas temperado com sal e gordura e com rara presença de carnes acrescidas ao seu cozimento.
As pesquisas históricas mais recentes indicam que um prato como a feijoada só poderia ser, de fato, preparado e consumido por quem tinha condições sociais mais abastadas e um repertório de culinária mais amplo; provavelmente, pessoas que frequentavam a corte na cidade do Rio de Janeiro. Esse prato, diga-se de passagem, era anunciado nos restaurantes sempre com uma alusão de que já existia fora do país, portanto, a “nossa feijoada” era um prato adaptado, como pode ser visto neste anúncio do Jornal do Comércio, de 1849, cujo título é Feijoada à Brasileira:
Na casa de pasto junto ao botequim da Fama do Café com Leite, tem-se determinado que haverá em todas as semanas, sendo às terças e quintas-feiras, a bela feijoada, a pedido de muitos fregueses. Na mesma casa continua-se a dar almoços, jantares e ceias para fora, com o maior asseio possível, e todos os dias há variedade na comida. À noite há bom peixe para a ceia.” (Jornal do Comércio, 5 de Janeiro de 1849.)
Esses esclarecimentos sobre a história da feijoada não querem dizer, contudo, que ela não seja um dos pratos típicos do Brasil, haja vista que se tornou um dos mais apreciados entre o povo brasileiro, seja qual for a classe social. Esses esclarecimentos dizem apenas que a feijoada não é um prato genuinamente, isto é, plena e exclusivamente, desenvolvido aqui no Brasil.
Por Me. Cláudio Fernandes
 VÍDEO:

Mulher
Você vai gostar
Tô levando uns amigos pra conversar
Eles vão com uma fome que nem me contem
Eles vão com uma sede de anteontem
Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão
E vamos botar água no feijão
Mulher
Não vá se afobar
Não tem que pôr a mesa, nem dá lugar
Ponha os pratos no chão, e o chão tá posto
E prepare as lingüiças pro tiragosto
Uca, açúcar, cumbuca de gelo, limão
E vamos botar água no feijão
Mulher
Você vai fritar
Um montão de torresmo pra acompanhar
Arroz branco, farofa e a malagueta
A laranja-bahia ou da seleta
Joga o paio, carne seca, toucinho no caldeirão
E vamos botar água no feijão
Mulher
Depois de salgar
Faça um bom refogado, que é pra engrossar
Aproveite a gordura da frigideira
Pra melhor temperar a couve mineira
Diz que tá dura, pendura a fatura no nosso irmão
E vamos botar água no feijão

BOM ESTUDO!!!



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